O Periferias Afro Experimentais III – Mostra Performática de Música Criativa Negra é uma experiência sensorial, política e espiritual que propõe a escuta profunda como prática de conexão com o território, com o corpo e com a ancestralidade. A Mostra reúne artistas negros e periféricos de Salvador, São Paulo e outras regiões em uma celebração da música criativa afroindigena-diaspórica, entre tambores, ruídos, cantos, silêncios, projeções de videoarte e tecnologias contemporâneas e ancestrais. 
Realizada entre o Parque Pedra de Xangô e o Espaço Cultural Boca de Brasa, em Cajazeiras — um território de resistência e espiritualidade no coração de Salvador — a Mostra ocupa o espaço público como lugar de criação e reconexão com as raízes afro-indígenas. Ali, a arte se afirma como ferramenta de pertencimento, cura e transformação social. Com curadoria musical afro-periférica, a programação envolve performances ao vivo, instalações audiovisuais, rodas de conversa e oficinas formativas, criando pontes entre tradição e contemporaneidade, tecnologia e oralidade, espírito e matéria.
O projeto nasceu em 2022 a partir de conversas entre Vagné, Romulo Alexis e EdBrass, e ganhou força com a colaboração do selo Muziek Mutantti e do Ciclo de Música Contemporânea. O evento piloto foi realizado de forma independente em 2023 em Cajazeiras-Salvador-BA, com o esforço coletivo de artistas convidados e técnicos voluntários.
Em 2024, a Mostra chegou ao SESC Pompéia (SP), fortalecendo a rede entre periferias e reafirmando seu papel como plataforma de experimentação artística, visibilidade negra e inovação estética.

Situado em uma das maiores concentrações de população negra da América Latina, o projeto responde à urgência de descentralizar a economia criativa e democratizar o acesso à arte e à cultura, especialmente em regiões carentes de museus, cinemas, centros culturais e acesso a tecnologias. Sua missão é estimular o diálogo intercultural, fortalecer a identidade coletiva e reconhecer a potência dos saberes e estéticas que emergem das quebradas, terreiros e territórios tradicionais.
A Mostra propõe uma travessia afroindígena-futurista, onde o passado ancestral e o futuro imaginado se entrelaçam no presente da performance e da música. Ao articular cosmologias africanas, experimentações inter-mídia, tecnologia e espiritualidade, o projeto atua como um catalisador de inclusão, diversidade e transformação cultural. Ao mesmo tempo em que afirma suas raízes locais, a Mostra também aponta para o mundo — conectando as periferias do Brasil a outras diásporas, recodificando e criando oportunidades reais para a formação e difusão de novos artistas da cena contemporânea.
Periferias Afro Experimentais III é um convite à escuta atenta, à presença sensível e à construção de novas narrativas — com o corpo, com o tambor, com a terra e com o futuro.
Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.
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PARQUE SAGRADO PEDRA DE XANGÔ
VIVÊNCIA :: CAMINHOS DA ESCUTA
No Parque Sagrado Pedra de Xangô, vamos nos reunir para uma vivência dedicada à escuta profunda como prática de cuidado, memória e criação.
🍃 Uma pausa ativa para ouvir os sons da terra, das folhas, da água e dos passos que nos trouxeram até aqui.
📅 26 de setembro – Cajazeiras, Salvador-BA
🕘 Das 9h às 16h
👥 Com Yná Nagô e Letricia Ventin
Escuta Sankofa – Yná Nagô – 9h – 12h
Os sons nos afetam de diversas formas. Estímulos sonoros nos atravessam desde o ventre de nossas mães e, ao longo da vida, criam e recriam nossa subjetividade. Somos seres musicais e esquecemos disso. Na modernidade, que enaltece o concreto e o racional, é comum que a potencialidade da expressão sonora seja esquecida e/ou subjugada. Aos poucos, deixamos de ESCUTAR, sentido que pode ser explorado, trazer prazer, informações e, acima de tudo, memórias.
Gira Psicosônica – Letricia Ventin – 14h – 16h
A Gira Psicosônica propõe a abertura de um círculo de experimentação sonora eletro-acústica, criando uma cúpula sonora que envolve todos os participantes a vivenciar uma composição coletiva a partir da escuta, num jogo de perguntas e respostas entre diferentes timbres e frequências. A roda será demarcada no chão e composta por uma diversidade de instrumentos digitais e analógicos: drum machines, sintetizadores, samplers, berimbaus, atabaques, maracás, tambores, microfones e amplificadores.
✨ Evento gratuito – Vagas limitadas. Preencha este formulário para garantir sua inscrição.
PERIFERIAS AFROEXPERIMENTAIS III – Mostra Performática de Música Criativa Negra
Teatro Boca de Brasa Cajazeiras
Salvador BA – Brasil
2025
Ficha Técnica
Direção Artística: Vagné L., EdBrass Brasil e Rômulo Alexis
Coordenação Geral: Vagné L.
Assistente de Coordenação Geral: Rafael Batista
Curadoria: Vagné L., EdBrass Brasil e Rômulo Alexis
Produção Executiva: Aline Gomes
Assistente Produção Executiva: Manuela Sampaio
Produção Técnica: Peu Costa
Assistente Produção Técnica: Marivaldo Gomes
Coordenação de Comunicação: Luar Vieira Santos
Transmissão Online: Iasmim Moreira
Edição de Vídeo: Cairo Costa Andrade
Social Media: Maiara Pedral
Roadie: George Magno
Oficineiros: Vagné L., EdBrass Brasil, Rômulo Alexis e Jorge Dubman
Artistas Participantes: Tambor Satélite, EdBrass Brasil, Romulo Alexis, Vagné L., Yná Nagô, Peu Costa, Eduardo Shocker, Coletivo JACA(Marivaldo Gomes, Rilton Jr. George Magno, Edcarlos Bomfim), Jorge Dubman, Danilo Jahpa, Gabriel Muniz, Primeira Capital(Nobru, DJ Moura, Alfão, Áquila), Tamara Coral, Letricia Ventin
Período do projeto: 24 a 27 de Setembro de 2025
Locais: Espaço Cultural Boca de Brasa(Cajazeiras) e Parque Sagrado Pedra de Xangô, Salvador – BA
Realização: Muziek Mutantti e Ciclo de Música Contemporânea
Apoio Financeiro: Governo do Estado da Bahia PNAB
Identidade Visual e Catálogo: Vagné L.
Fotografia: Lane Araujo
Videografia: Felipe Alves
Técnico de Som: Junior Falcão
Técnica de Luz: Thelma Gualberto
Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.
MASTERCLASS
Máquina Vocal
Com Romulo Alexis
Oficina teórica e prática explorando aspectos da história da música afro-diaspórica e sua relação com os processos de invenção de mundos. Ancorados na épica sonora do free jazz e no pensamento desafiador e disruptivo de Fred Moten, a oficina vai articular processos teóricos e práticas de improvisação seguidas de rodas de reflexão sobre os processos. Podem participar músicos de qualquer nível de desenvolvimento musical. Não será exigido nenhum conhecimento de teoria tradicional nas dinâmicas propostas.
Afrofuturismo via Livecoding e Video Synth
Com Vagné L.
A oficina LiveCoding Video Synth, liderada por Vagné L., oferece uma introdução única para jovens artistas afro-indígenas explorarem a interseção entre arte digital, cultura ancestral e expressão contemporânea. Durante o evento, os participantes serão imersos no fascinante universo do LiveCoding, uma forma de programação em tempo real que permite a criação e manipulação interativa de imagens, vídeos e sons por meio de algoritmos computacionais.
Vagné L. irá conduzir os participantes através de conceitos fundamentais de programação visual e videoarte, utilizando softwares livres, ferramentas gratuitas, acessíveis e intuitivas. Os participantes serão capacitados a criar composições visuais dinâmicas e expressivas, utilizando tanto computadores quanto smartphones.
História da Música Experimental Afrobaiana
Com Edbrass Brasil
Partindo da pesquisa que vem desenvolvendo há mais de dez anos, o educador e artista intermídia Edbrass Brasil, traça um panorama da relação entre as tradições rítmicas de matriz africana e as práticas musicais experimentais, ao longo da história da música baiana/brasileira. Utilizando exemplos em textos, vídeos e fonogramas, o pesquisador aponta para uma linha de pesquisa ainda pouco explorada pela crítica musical contemporânea.
Batidas Diaspóricas
Com Jorge Dubman
Masterclass com o produtor musical e baterista Jorge Dubman, também conhecido como Dr. Drumah. Tendo como foco a música negra e suas vertentes, o artista relata sua experiência como baterista, produtor, seus processos criativos e gestão de carreira. Durante a primeira parte da aula, que tem duração de 1h30, o músico disseca sua relação com a música negra, criada através de sua pesquisa em discos, filmes e livros. Na segunda parte da aula, que tem duração de 1h30, Dubman demonstra como executa algumas batidas de forma orgânica e através de programas de produção musical e sampler. A quantidade de público para a atividade é limitada a 30 pessoas.

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